25 de Abril... SEMPRE!
Trinta e um anos passaram desde a Revolução de Abril.
Procurando homenagear os Capitães e todos os que lutaram para que tivéssemos liberdade de expressão, transcrevo um excerto de Sttau Monteiro para saudar o fim da tirania que nos governou durante séculos, mesmo já implantada a República.
Há que continuar a lutar contra mentes como as de D. Miguel, contra esses pensamentos cobardes, para que não se implementem novamente, como sucedeu há uns tempos… aquando de uns comentários de fim-de-semana.
“D. Miguel – Eu também tenho medo, senhores, mas o meu medo não é semelhante ao vosso. Pouco me importa a fortuna ou a vida, ambas daria de boa vontade, se fosse necessário fazê-lo, pela minha terra. A Pátria, Excelências, não é para mim uma palavra vã… Se algum sonho tenho, se a um estadista é permitido sonhar, o meu sonho é de não morrer sem exterminar de vez as sementes da anarquia e do jacobiniosmo… Sonho com um Portugal próspero e feliz.
Sonho com uma nobreza orgulhosa, que, das suas casas, dirija esta terra privilegiada. Vejo um clero, uma nobreza e um povo conscientes da sua missão, integrados na estrutura tradicional do Reino…
Não lhes nego, Excelências, que não sou um homem do meu tempo.
Um mundo em que não se distinga, a olho nu, um prelado dum nobre, ou um nobre dum popular, não é mundo em que eu deseje viver.
Não concebo a vida, Excelências, desde que o taberneiro da esquina possa discutir a opinião d’el-rei, nem me seria possível viver desde quer a minha opinião valesse tanto como a de um arruaceiro.
Pergunto-vos, senhores: que crédito, que honras, que posições seriam as nossas, se ao povo fosse dado escolher os seus chefes?”
25 de Abril… SEMPRE!
Procurando homenagear os Capitães e todos os que lutaram para que tivéssemos liberdade de expressão, transcrevo um excerto de Sttau Monteiro para saudar o fim da tirania que nos governou durante séculos, mesmo já implantada a República.
Há que continuar a lutar contra mentes como as de D. Miguel, contra esses pensamentos cobardes, para que não se implementem novamente, como sucedeu há uns tempos… aquando de uns comentários de fim-de-semana.
“D. Miguel – Eu também tenho medo, senhores, mas o meu medo não é semelhante ao vosso. Pouco me importa a fortuna ou a vida, ambas daria de boa vontade, se fosse necessário fazê-lo, pela minha terra. A Pátria, Excelências, não é para mim uma palavra vã… Se algum sonho tenho, se a um estadista é permitido sonhar, o meu sonho é de não morrer sem exterminar de vez as sementes da anarquia e do jacobiniosmo… Sonho com um Portugal próspero e feliz.
Sonho com uma nobreza orgulhosa, que, das suas casas, dirija esta terra privilegiada. Vejo um clero, uma nobreza e um povo conscientes da sua missão, integrados na estrutura tradicional do Reino…
Não lhes nego, Excelências, que não sou um homem do meu tempo.
Um mundo em que não se distinga, a olho nu, um prelado dum nobre, ou um nobre dum popular, não é mundo em que eu deseje viver.
Não concebo a vida, Excelências, desde que o taberneiro da esquina possa discutir a opinião d’el-rei, nem me seria possível viver desde quer a minha opinião valesse tanto como a de um arruaceiro.
Pergunto-vos, senhores: que crédito, que honras, que posições seriam as nossas, se ao povo fosse dado escolher os seus chefes?”
25 de Abril… SEMPRE!

1 Comments:
E perante tal "bardamé"(que já me parecia mais papista que o papa)...eis que surge um grande artigo! que venha o próximo!!
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