Choque tecnológico
Aproximando-se o prazo para entregar as declarações do IVA, nota-se já o choque tecnológico prometido pelo governo: todos temos de entregar a declaração do IVA pela internet!
O nosso Primeiro-Ministro chegará aos seus correligionários de Bruxelas e dirá que em Portugal são todos tão adeptos das novas tecnologias que toda a gente entrega as declarações por via electrónica! Fabuloso!
Muito calmamente, e depois de ter pedido à minha secretária, à Dra. Ivete, que me arranjasse a senha, resolvi tentar enviar a minha declaração. O site é muito completo e alegre e, certamente, o objectivo terá sido contagiar-nos com alegria que é pagar impostos ao Estado! Mas fiquei com dúvidas sobre um ponto e tentei ligar à Ivetinha para que entrasse em contacto com as finanças, mas só aí me lembrei que ela tinha ido à talassoterapia, depois ainda ia almoçar com as amigas, tinha cabeleireiro e queria ir fazer as unhas para ficar maravilhosa para me acompanhar ao teatro. A Ivetinha é mesmo muito profissional, a ver se não me esqueço de passar na ourivesaria para comprar-lhe um anel. (E outro para a minha mulher, senão ela chateia-me!...)
Voltando ao IVA, peguei no telefone e liguei. Irrita-me a mania que alguns serviços têm de pedir ao particular que para marcar um número consoante o assunto, esquecem-se que o meu telefone é arcaico, comprei-o num antiquário em Viena, e ainda é de discar, por isso gramei uma nova espera enquanto ouvia Vivaldi electrónico… Quando chegou a minha vez disse que tinha um problema com um dado e mandaram-me marcar outro número, da sede geral, e aí esclarecer-me-iam a questão, pois naquele serviço não tinham competência para fazê-lo. Para evitar o marque 1 para isto, marque 2 para aquilo – só falta marque 3 e vá-se foder! – liguei do telemóvel. Após incessantes minutos de espera, depois de ter marcado o que me pediam ouvi uma voz dizer que face ao elevado número de pedidos, previam exceder o tempo de espera, ou algo parecido e, para mal dos meus pecados, desligaram o telefone, previamente solicitando contacto posterior.
Portanto, é este o choque tecnológico? Será que nas nossas aldeias, e também nas cidades, há dinheiro para ligações à internet, outro tanto para solicitar informações por telefone a quem de direito e, ainda por cima, para sujeitarmo-nos a minutos de espera taxados e ficarmos na mesma?
Muito calmamente, e depois de ter pedido à minha secretária, à Dra. Ivete, que me arranjasse a senha, resolvi tentar enviar a minha declaração. O site é muito completo e alegre e, certamente, o objectivo terá sido contagiar-nos com alegria que é pagar impostos ao Estado! Mas fiquei com dúvidas sobre um ponto e tentei ligar à Ivetinha para que entrasse em contacto com as finanças, mas só aí me lembrei que ela tinha ido à talassoterapia, depois ainda ia almoçar com as amigas, tinha cabeleireiro e queria ir fazer as unhas para ficar maravilhosa para me acompanhar ao teatro. A Ivetinha é mesmo muito profissional, a ver se não me esqueço de passar na ourivesaria para comprar-lhe um anel. (E outro para a minha mulher, senão ela chateia-me!...)
Voltando ao IVA, peguei no telefone e liguei. Irrita-me a mania que alguns serviços têm de pedir ao particular que para marcar um número consoante o assunto, esquecem-se que o meu telefone é arcaico, comprei-o num antiquário em Viena, e ainda é de discar, por isso gramei uma nova espera enquanto ouvia Vivaldi electrónico… Quando chegou a minha vez disse que tinha um problema com um dado e mandaram-me marcar outro número, da sede geral, e aí esclarecer-me-iam a questão, pois naquele serviço não tinham competência para fazê-lo. Para evitar o marque 1 para isto, marque 2 para aquilo – só falta marque 3 e vá-se foder! – liguei do telemóvel. Após incessantes minutos de espera, depois de ter marcado o que me pediam ouvi uma voz dizer que face ao elevado número de pedidos, previam exceder o tempo de espera, ou algo parecido e, para mal dos meus pecados, desligaram o telefone, previamente solicitando contacto posterior.
Portanto, é este o choque tecnológico? Será que nas nossas aldeias, e também nas cidades, há dinheiro para ligações à internet, outro tanto para solicitar informações por telefone a quem de direito e, ainda por cima, para sujeitarmo-nos a minutos de espera taxados e ficarmos na mesma?
Saberá o Primeiro-Ministro que há muito honrada gente por este país fora que não sabe ler, que não sabe escrever, desconhece o que é um computador, o que é a internet e, muito menos, uma declaração electrónica?
Eis mais uma das inúmeras promessas de fachada, tão típicas do Partido Socialista. Aliás, o que importa é a estatística para sermos mais europeus, mesmo que na prática, nos assumamos cada vez mais com um país do terceiro mundo.
Eis mais uma das inúmeras promessas de fachada, tão típicas do Partido Socialista. Aliás, o que importa é a estatística para sermos mais europeus, mesmo que na prática, nos assumamos cada vez mais com um país do terceiro mundo.

2 Comments:
Comentário a http://dataveniablog.blogspot.com
Penso que de uma vez por todas chegou a altura de desmascarar o cobarde por trás do datavenia! É desconfiado... mas nada cauteloso... Não é que pouco seguro das verborreias que escreve tem por prática assinar comentários com pseudónimos para enaltecer a sua escrita?? Repare-se no seu último artigo sobre "A Guerra das Estrelas", em que coloca estupidamente um comentário como "MIGUEL DIAS" esquecendo-se por completo de apagar a homepage associada a esse nome, que aponta para o seu blog?? Para o leitor mais desatento basta reparar que a suposta "página pessoal" de "Miguel Dias" aponta directamente para "datavenia"... Ridículo no mínimo... É o desespero total quando precisamos de inventar nomes a dizer bem do que escrevemos... José Luís Trindade (o seu verdadeiro nome) já tinha revelado toda a sua cobardia ao abandonar o seu antigo espaço quando começou a ser polémico para passar a refugiar-se no pseudónimo "João Licínio Teixeira"... Já tinha também demonstrado a sua faceta de manipulador e aldrabão ao alterar comentários de leitores (confirmado pelos próprios em diversas situações, mostrando não ter qualquer ética e uma profunda falta de respeito pela liberdade dos que comentam e à qual tanto apela no seu espaço) e agora vem à tona em desengonçado estilo o seu profundo narcisismo! Aqui para nós que ninguém nos ouve Zé Luís... eu já desconfiava... Basta um pouco de conversa consigo para perceber que apesar de grande cobardolas, essa mania é gato escondido com o rabo de fora...
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