Notícias Magazine
Há dias estava a ler a Notícias Magazine e, como sempre, adoro os artigos do meu amigo Manuel Ribeiro, as Provocações. São espectaculares, então este último sobre a tropa está demais. A Dra. Ivete, a minha secretária, não gosta nada que leia essas crónicas, diz que ele é um machista de primeira, ordinário como tudo, e diz que ele não respeita as mulheres. Eu aí digo-lhe, perdido de riso, “Ivetinha, vá, tenha calma… A menina não vê que ele está a brincar?”, e ela responde, furiosa, “o «sôtor» não tem nada que achar piada a essas coisas. Sei que se farta de rir com o que ele escreve e, sinceramente, não gosto nada quando começa a ler essa revista!” Depois faz beicinho e lá tenho eu de abdicar dessa leitura fantástica e dar-lhe a revista.
O que vale é que me antecipo e meto a revista no meio do jornal, que finjo ler enquanto espero que ela saia da talassoterapia. Então ontem li duas deliciosas críticas feministas contra esse grande cronista: uma delas era de uma dupla feminina, e dizia, com a maior das certezas, que as mulheres conduziam melhor que os homens porque tinham menos acidentes. Claro que me fartei de rir, qualquer homem que se preze, quando vê que um veículo é conduzido por uma mulher, trata logo de reduzir a velocidade e de cumprir escrupulosamente o código da estrada… Mas às vezes pode ser tarde demais!
Portanto, para essas iluminadas senhoras, má condução significa forçosamente estoiro. Ou seja, esquecer um pisca, não dominar o ponto de embraiagem, demorar muito tempo a estacionar (ainda que deixando o carro a meio da via), trancar os carros dos outros, deixar ir constantemente o carro abaixo, não conseguir engatar a marcha-atrás sem prego, etc., isso é conduzir bem, desde que não batam com o carro!
Tenho de despachar-me porque a Ivetinha está quase a sair da sessão das algas – por falar nisso, tenho de ir pagar-lhe a mensalidade do spa – e ainda tenho de levá-la ao cabeleireiro, porque logo vamos ao casino.
O que vale é que me antecipo e meto a revista no meio do jornal, que finjo ler enquanto espero que ela saia da talassoterapia. Então ontem li duas deliciosas críticas feministas contra esse grande cronista: uma delas era de uma dupla feminina, e dizia, com a maior das certezas, que as mulheres conduziam melhor que os homens porque tinham menos acidentes. Claro que me fartei de rir, qualquer homem que se preze, quando vê que um veículo é conduzido por uma mulher, trata logo de reduzir a velocidade e de cumprir escrupulosamente o código da estrada… Mas às vezes pode ser tarde demais!
Portanto, para essas iluminadas senhoras, má condução significa forçosamente estoiro. Ou seja, esquecer um pisca, não dominar o ponto de embraiagem, demorar muito tempo a estacionar (ainda que deixando o carro a meio da via), trancar os carros dos outros, deixar ir constantemente o carro abaixo, não conseguir engatar a marcha-atrás sem prego, etc., isso é conduzir bem, desde que não batam com o carro!
Tenho de despachar-me porque a Ivetinha está quase a sair da sessão das algas – por falar nisso, tenho de ir pagar-lhe a mensalidade do spa – e ainda tenho de levá-la ao cabeleireiro, porque logo vamos ao casino.

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