O Bardamé!

Hélas! Eis a pérola da blogosfera! Passe a imodéstia q é mta! Inspirado obviamente na melhor tradição blogueira, td blogs mui sérios e elevados, o BARDAMÉ!, parte da ideia de q "pisar merda dá sorte", e tem como único desiderato o de cagar em cima de normas de fabrico, padrões de qualidade, exigências de bom gosto, etc e tal, para publicar textos carregados de boutades e mts dislates. Peças de escritores são admitidas, m só se forem boas. Assim é o BARDAMÉ. Bardamé pra isto td!

Wednesday, June 22, 2005

Quem disse "palavras leva-as o vento"?

Eu percebi a indirecta do Cônsul Mendonça e do Bispo da Horta. Não sou como alguém que também percebeu a mensagem dos portugueses e deu de frosques para Bruxelas. Eu não! Entendi o que os meus velhos amigos de guerra pretendiam e vou dizer de minha justiça. Durante estes anos recusei contar como havia conhecido a Dra. Ivete, a minha secretária, mas esta pressão torna-se já sufocante e não aguento mais não partilhar esse grandioso dia em que tive a oportunidade de conhecê-la.
Estava eu sentado a ler na varanda e a usufruir desta maravilhosa quinta que tenho na bela Serra de Montesinho – a propósito, aproveito para publicitar o mel muito bom que se faz cá na terra, à venda nas grandes superfícies – quando o mordomo me traz uma carta registada na ancestral salva de prata que serve para levar o correio. Abri a carta e li o pedido para uma entrevista para o lugar de secretária, que havia pedido a uma empresa de recursos humanos.
O curriculum da Dra. Ivete era muito bom e tratei de marcar uma entrevista. À hora e data marcadas, o sino da quinta anunciou a sua chegada e apenas tive tempo de ver um BMW topo de gama a estacionar antes de me sentar na cadeira e fingir ler uns papéis.
Então, qual não é o meu espanto ao ver entrar no meu escritório uma mulher lindíssima que punha a minha mulher, e muitas outras, a um canto. Era jovem, alta, pele clara e cabelos castanhos e ondulados, olhos claros e muito bem pintados, boca perfeita, sensual e erótica, um pescoço que merecia ser coberto de jóias caríssimas e clássicas. Os ombros não deu para ver porque estava com um tailleur mas consegui mirar parte dos voluptuosos atributos físicos e do top que os tapava. As pernas sedosas e esbeltas pareciam ser esculpidas de deleite e os sapatos altos ficavam mesmo bem nuns pés que imaginei refinados e lavados com sumo de frutas. Quando a vi levantei-me da cadeira – pois ainda sou do tempo em que nos levantávamos quando entrava uma senhora – nem receei que topasse a minha nítida prova de excitação ao vê-la, mas foi quando dei uma forte joelhada na esquina na mesa de pau santo. “Merda!”, disse de seguida, levando as mãos ao joelho e caindo de costas na cadeira, começando a gemer de dor.
Prontamente a Dra. Ivete, consternada e muito preocupada com a situação, foi logo saindo à procura de ajuda. E só aí reparei na igualmente aprazível vista traseira da Dra. Ivete, as suas curvas bem redondas, o seu andar provocante e olhar felino que me deitou antes de abandonar a sala.
Mais recomposto, e com um saco de gelo no joelho, colocado pela própria Dra. Ivete, que já ia revelando aptidão profissional para primeiros socorros e massagens, nem me propus a debater o seu curriculum, pois não poderia deixar voar uma tão boa profissional, em todos os sentidos, e nem precisei de debater o salário, pois tive logo a certeza que poderia a Dra. Ivete pedir o que quisesse que seria logo aceite. Nessa noite – tão querida que é a Dra. Ivete – até me ligou para saber do meu joelho.
A minha mulher é que não gostou muito quando lhe disse ter uma secretária e quando lhe falei no ordenado começou logo a ripostar, dizendo que quando era Directora na Administração Pública não ganhava tal salário, nem nada que se parecesse, e até me chamou – vejam bem! – velho depravado. Se fosse nos tempos dos primórdios do nosso enlace, tinha-lhe logo perguntado se não havia pratos para lavar na cozinha.
O certo é que a partir desse momento nunca mais me consegui separar da Ivetinha e cada vez mais a acho competente, boa profissional, meiga, generosa, terna, inovadora nalguns aspectos e, acima de tudo, muito minha amiga, para além de sensual, charme, bom gosto, classe, cultura, enfim… posso contar com ela para tudo, mesmo tudo.
Portanto, não falem só na merda que está no chão nem da do ar, mas também na merda verbal que, convenhamos, também dá sorte.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Meu caro Bispo, ainda que o veja sempre com as suas beatas, desde já lhe comunico que as suas amigas não chegam aos calcanhares da Dra. Ivete, que a cada dia que passa, se revela cada vez mais profissional.
Mas há quem diga que as santas são as piores, por isso aguardo que diga de sua justiça.

4:26 PM  

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