O Bardamé!

Hélas! Eis a pérola da blogosfera! Passe a imodéstia q é mta! Inspirado obviamente na melhor tradição blogueira, td blogs mui sérios e elevados, o BARDAMÉ!, parte da ideia de q "pisar merda dá sorte", e tem como único desiderato o de cagar em cima de normas de fabrico, padrões de qualidade, exigências de bom gosto, etc e tal, para publicar textos carregados de boutades e mts dislates. Peças de escritores são admitidas, m só se forem boas. Assim é o BARDAMÉ. Bardamé pra isto td!

Thursday, August 18, 2005

Regresso de férias e o real descanso

Por aval do Monsenhor Bispo da Horta, em pleno gozo constitucional de férias em local provavelmente elitista, tipo Açores, e despacho de Sua Ex.ª o Cônsul Mendonça, O Bardamé!, distinto blog, encontra-se à minha mercê para assegurar os nossos leitores que há serviços mínimos que não se revestem de requisição civil.
Estive ausente mas atento, tal como Sampaio aquando da anedótica posse a Santana Lopes, e deparei que muito há para comentar. Para aperitivo, comecemos pelo real descanso da casa de Borbón nos Açores.
Quando disse à minha mulher que achava essa visita um disparate, uma verdadeira e autêntica chulice heráldica, e que se o Rei quisesse conhecer os Açores que o fizesse a suas expensas nas inúmeras agências de viagens espanholas, chamou-me os possíveis nomes e imaginários, inclusive retrógrado e com falta de sentido de Estado. Até entendo a minha mulher porque provém de uma família antiga e respeitada de Lisboa, enfim, é uma menina bem que privou com alguma das cabeças cornadas da Europa, digo coroadas, quando todas se exilaram no Hotel Palácio. Já na altura Portugal recebia saldos estrangeiros, por isso não critiquemos o Brasil com Felgueiras. Se repararmos bem numa das últimas Última do Expresso, vê-se numa fotografia a ponta do vestido escandalosamente caro que a minha consorte usou no debute da Infanta Pilar, a Pilinha, como lhe chama.
Disfarçados de interesses de Estado, pagámos umas férias aos Reis de Espanha, que a minha mulher diz serem muito boas pessoas, o que acredito, mas e se Juan Carlos I manifestasse o real desejo de passar os dias de uma eventual reforma em terras lusas, numa quinta do Douro, à custa dos sobrecarregados contribuintes portugueses? E se Isabel II exprimisse interesse em pernoitar uma temporada e ver restaurado o palácio de Estói, para convívio com os seus súbditos metalúrgicos que entopem o Algarve? Qual seria a reacção de Sampaio?
Penso escrever uma carta à Zarzuela, estendida às restantes casas reais e palácios presidenciais, a convidar Reis e Chefes de Estado para visitar a minha quinta aqui na Serra de Montesinho. Comeríamos um bom cozido à portuguesa, com enchidos regionais, desfrutaríamos das vistas destas belas terras e paisagens, já agora um mergulho aqui na piscina… e depois mandava a conta para o Palácio de Belém.

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