O Bardamé!

Hélas! Eis a pérola da blogosfera! Passe a imodéstia q é mta! Inspirado obviamente na melhor tradição blogueira, td blogs mui sérios e elevados, o BARDAMÉ!, parte da ideia de q "pisar merda dá sorte", e tem como único desiderato o de cagar em cima de normas de fabrico, padrões de qualidade, exigências de bom gosto, etc e tal, para publicar textos carregados de boutades e mts dislates. Peças de escritores são admitidas, m só se forem boas. Assim é o BARDAMÉ. Bardamé pra isto td!

Tuesday, August 08, 2006

Sobre um artigo...

Recebi um mail da minha secretária, a Dra. Ivete, que me dava conta de um artigo publicado num pasquim da nossa praça há uns tempos. Não tenho culpa que o choque tecnológico só tenha agora chegado a Montesinho. Por outro lado, citando Alberto João Jardim, é bom para os maricas de Lisboa se aperceberem que o PIB alfacinha não estruma estas terras.
Voltando ao artigo, parece que uma tal Cinha, (a Ivetinha disse-me que ela era amiga do Bispo da Horta, tanto que até foi convidada a passar uns dias na sua luxuosa e impenetrável mansão nas ilhas) foi assediada por alguém que, alegadamente, pretendia beijá-la. Ao que li, essa senhora, que considerou o acto como “má-educação”, estava na companhia de uma tal Pimpinha que, prontamente, foi em seu socorro.
Quando leccionava Oratória Conclusiva, na Nova de Lisboa (a Maria de Belém fez a cadeira à custa de uma passagem administrativa), um artigo desta categoria era imediatamente reprovado, pois não tem uma mensagem clara e precisa. Primus: o porquê do anglicismo pimp, “chulo” na língua de Camões; secundus, o conceito de socorrer. Até à data, ficamos sem saber o motivo pelo qual a senhora teve de ser socorrida: ou ficou surpreendida com tamanha “má-educação” (o que, de facto, é compreensível), ou se porventura não terá tido pedalada para aguentar o assédio e terá feito sinais à tal Chulinha, corrijo (não sei onde é o backspace), Pimpinha, para vir continuar o trabalho? O artigo não é categórico.
Tertius, ao que parece, os seguranças encarregaram-se de prontamente pôr o alegado ofensor na rua. Portanto, poderemos interpretar a afirmação de três maneiras: serão estas cenas déjà vu, pretendeu criar-se uma diversão para adquirir notoriedade e por que motivo isto saiu num jornal? E, quartus, quanto tempo terão ficado essas senhoras na discoteca? Que atitude tomaram depois da tragédia? É que deixámos de saber notícias da parte que ofendeu … O artigo não é categórico.
Quintus, que pretendiam estas senhoras numa discoteca? Certamente divertir-se e passar um serão agradável, mas o artigo não nos diz se queriam dançar, ver “gente bonita e interessante”, apanhar uma bebedeira, ouvir um comentário do género “o que tu queres sei eu…” O artigo não é categórico.
Sextus, é mais que sabido que hoje se bebe cada vez mais. Este artigo prova que o alcóol faz as maiores atrocidades e loucuras mas, mais uma vez, não sabemos o que levou a outra parte a tomar essa atitude. Poder-se-ia, de facto, querer beijar a senhora numa atitude de boa educação, pois eu ainda cumprimento a minha mulher com um beija-mão depois de ela me vir pedir a bênção, gestos altamente galanteadores.
O artigo não é, de facto, categórico.
Se fosse meu aluno isto não acontecia.