O Bardamé!

Hélas! Eis a pérola da blogosfera! Passe a imodéstia q é mta! Inspirado obviamente na melhor tradição blogueira, td blogs mui sérios e elevados, o BARDAMÉ!, parte da ideia de q "pisar merda dá sorte", e tem como único desiderato o de cagar em cima de normas de fabrico, padrões de qualidade, exigências de bom gosto, etc e tal, para publicar textos carregados de boutades e mts dislates. Peças de escritores são admitidas, m só se forem boas. Assim é o BARDAMÉ. Bardamé pra isto td!

Thursday, April 28, 2005

Berganza

Sou adepto de que as homenagens devem ser feitas em vida. Assim, pretendo com este comentário glorificar a excepcional mezzo-soprano Teresa Berganza. Não pretendo descrever a sua carreira ao pormenor, até porque há inúmera informação na internet e também no seu site oficial, www.teresaberganza.com. Pretendo apenas elogiar a voz deslumbrante que tantas vezes me acompanha.
Nas suas palavras, o canto é uma árvore frondosa plantada nas margens do rio da vida. A árvore ouve o sussurrar da corrente, a frescura das suas fontes, o rir na montanha e do sorriso na cascata. O canto é uma árvore sagrada.
É uma das minhas cantoras preferidas.

Monday, April 25, 2005

Apoteose

Depois de ter chegado do Vaticano preciso de descansar um bocado. Foi muito convívio social, mexericos e comida e preciso de pôr a minha escrita em dia.
Assisti à posse do Bento XVI, o ex-cardeal que pertenceu à juventude hitleriana e que, alegadamente, foi escolhido pela graça do Espírito-Santo para chefiar a Igreja Católica.
Fui convidado por uns amigos muito bem colocados da minha secretária pessoal, a Dra. Ivete. Atraente e sexy, como sempre, e como fervorosa católica que é, a Ivetinha foi vestida de branco (mas já não é virgem). Confesso que não é uma cor que lhe fique muito bem, prefiro o vermelho, tipo as chamas do inferno, mas ela disse-me que tinha de ser dessa cor porque é católica, e não quis aborrecimentos. Fui de preto.
Acomodámo-nos entre as múltiplas cadeiras VIP e o chefe de protocolo tratou-nos de tudo, enquanto dava para ouvir a confusão dos outros fiéis a bater-se a um bom lugar. Estava no meio de um bando de notáveis, e eis que o nosso Primeiro-Ministro nos veio cumprimentar e perguntei-lhe: “Então por aqui, Sr. Engenheiro?”, respondeu “Vim em representação de Portugal.” Com essa é que fiquei pasmado, agora o Estado é católico? Julgava que fosse laico… Hei-de perguntar isso ao Cônsul Mendonça, que percebe mais destes assuntos que eu. Poderia também tentar o Bispo da Horta, mas ele fica sempre muito perturbado quando procuramos questionar dogmas da Igreja. Reparei que o José Barroso também se aproximava na minha direcção mas um padre imberbe pediu silêncio porque a cerimónia ia começar. Foi pena porque queria perguntar-lhe o que achou da Grécia…
Santificadamente chegou o rottweiler com a sua corja habitual. Tivemos de levantar-nos todos e os desequilibrados aplausos pelos não-sei-quantos histéricos fiéis que estavam do outro lado da Piazza eram ensurdecedores (do outro lado, claro, a malta não se mistura, apesar de todos sermos iguais aos olhos de Deus). Vinha vestido de ouro e apoteose, mais parecia a chegada de Cleópatra a Roma, com escravos e tudo. Parecia que estavam a aplaudir um guru, e começaram a bater palmas por tudo e por nada. Todos menos eu (também não se ouviu). Todos menos eu porque recordava o anterior Papa e a mensagem de paz que me transmitia, não obstante a veia conservadora e retrógada, a veia ratzinguiana, que sempre lhe foi associada e que, lamentavelmente, o acompanhou até ao fim.
Palmas para o novo Chefe de Estado! Só espero que tenham o bom senso de não convidar um fascista, e respectiva Gestapo, para visitar Portugal, a expensas do povo.

25 de Abril... SEMPRE!

Trinta e um anos passaram desde a Revolução de Abril.
Procurando homenagear os Capitães e todos os que lutaram para que tivéssemos liberdade de expressão, transcrevo um excerto de Sttau Monteiro para saudar o fim da tirania que nos governou durante séculos, mesmo já implantada a República.
Há que continuar a lutar contra mentes como as de D. Miguel, contra esses pensamentos cobardes, para que não se implementem novamente, como sucedeu há uns tempos… aquando de uns comentários de fim-de-semana.

D. Miguel – Eu também tenho medo, senhores, mas o meu medo não é semelhante ao vosso. Pouco me importa a fortuna ou a vida, ambas daria de boa vontade, se fosse necessário fazê-lo, pela minha terra. A Pátria, Excelências, não é para mim uma palavra vã… Se algum sonho tenho, se a um estadista é permitido sonhar, o meu sonho é de não morrer sem exterminar de vez as sementes da anarquia e do jacobiniosmo… Sonho com um Portugal próspero e feliz.
Sonho com uma nobreza orgulhosa, que, das suas casas, dirija esta terra privilegiada. Vejo um clero, uma nobreza e um povo conscientes da sua missão, integrados na estrutura tradicional do Reino…
Não lhes nego, Excelências, que não sou um homem do meu tempo.
Um mundo em que não se distinga, a olho nu, um prelado dum nobre, ou um nobre dum popular, não é mundo em que eu deseje viver.
Não concebo a vida, Excelências, desde que o taberneiro da esquina possa discutir a opinião d’el-rei, nem me seria possível viver desde quer a minha opinião valesse tanto como a de um arruaceiro.
Pergunto-vos, senhores: que crédito, que honras, que posições seriam as nossas, se ao povo fosse dado escolher os seus chefes?


25 de Abril… SEMPRE!

Monday, April 18, 2005

Camões

Reflictamos, meus caros bloggers, sobre esta redondilha camoniana:

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.

Sunday, April 17, 2005

Um cardeal

O conclave é amanhã e alguns dos nossos noticiários já nos bombardearam com a excessiva dose de informação que tanto os caracteriza. Estamos fartos de saber que são cento e quinze cardeais, de cinquenta e dois países. Também sabemos que existirão urnas de prata e bronze, nas quais os cardeais depositarão os seus votos, que sairá da magnífica Capela Sistina fumo branco (mais tarde ou mais cedo há-de sair)… já todos assistimos à simulação na televisão, mas o Mundo aguarda, com ânsia, a nomeação do próximo pontífice e do alegado representante de Deus na Terra.
Alegado, claro!
Por mais que emanem leis e encíclicas, nenhum homem tem o direito de falar in nomine Dei! Nem mesmo o Papa. O conclave trata da nomeação um Chefe de Estado que é o Chefe da Igreja Católica, assim como Isabel II é a Chefe da Igreja Anglicana.
Dos todos os cardeais candidatos à sucessão de João Paulo II há um que talvez consiga mudar algo. Perdoe-me o Bispo da Horta, e com o devido respeito às capacidades e personalidade de D. José Policarpo, penso que Portugal ainda não está preparado para o arcaboiço de ter mais um Papa.
Falo de um cardeal que, aquando da inevitável questão do qee significa ser Papa, respondeu que sê-lo é, entre a divulgação da fé, ser aberto aos demais, capaz de dialogar com os jovens, com a cultura moderna e com a ciência. Alguém que, quando entrevistado, disse terem o mesmo valor os ricos como os pobres, daí defender os interesses dos mais desprotegidos e apoiar os sindicatos.
Falo do Arcebispo de São Paulo, Monsenhor Cláudio Hummes.

Oprah

Só agora acabo de saber, pela habitual fuga de informação que caracteriza o nosso país, que Manuela Ferreira Leite foi ao talk-show de Oprah Winfrey, para que a célebre apresentadora norte-americana pudesse ajudá-la na consolidação das finanças públicas.
Oprah começou o programa dizendo: Please welcome Manuela Ferreira Leite. Não houve aplausos na plateia, afinal, quem é esta senhora e que o representa ela para os Estados Unidos? Ferreira Leite entrou com o seu estilo e foi recebia por Oprah, que lhe disse
- Hello, Manuela.
- Hello.
- Tell me, Manuela, have you managed to solve the deficit?
- No.
- We’ll be right back. (E aqui houve aplausos!)
Oprah já tinha a sua equipa de solidariedade pronta para ajudar, mas o plano ficou de ser previamente autorizado por José Manuel que fugiu, digo, levou consigo a cassete para o seu novo poiso, e a cassete nunca mais apareceu.
Mas, pronto, pelo menos tentou.

Monday, April 11, 2005

V. O convite

Cumpre-me informar que a partir de hoje temos mais um comentador n'O Bardamé!, o Bispo da Horta. O Monsenhor é um velho amigo do Cônsul Mendonça e meu, mas optou por dedicar-se ao espírito, o que não quer dizer que olvide os prazeres mundanos e carnais.
Adianto, desde já, que é bom garfo e admira Paulo Portas.

IV. O Congresso

Estava a ler na minha biblioteca quando a minha secretária, a Dra. Ivete, com aquelas jovens e voluptuosas curvas bamboleantes, e perfume sedutor, me entregou um convite para assistir ao congresso do PSD. Ela é uma fervorosa adepta daquele partido, tem as autobiografias do Cavaco autografadas, gravados em vídeo os comentários do Marcelo na TVI e na RTP, mas tive de lhe pagar uma viagem às Bahamas, tremendo era o seu desgosto quando aconteceu ao PSD aquilo que nós bem sabemos, em duplicado e no mesmo ano…
Recusei de imediato o convite. Pedi-lhe que comunicasse a minha decisão àquele partido e levei-a a jantar fora, mas fez-me prometer que assistiríamos aos comentários do congresso na televisão. Chegámos tarde a casa e, convenhamos, tínhamos muito mais que fazer do que ver televisão, mas hoje soube pela Dra. Ivete que o Santana fez uma entrada relâmpago pela porta lateral, numa falhada tentativa de discrição e seriedade, e estabeleci logo um paralelo com o XVI Governo. E as palavras deixadas no ar… tipo I’ll be back… mas que é isto? Não bastou toda a fantochada que levou à bendita, mas tardia, dissolução?
É melhor calar-me porque a Ivetinha, digo, Dra. Ivete, merece o melhor e desconhece a existência deste blog e também não quero, de todo, magoá-la, até porque é ela quem escolhe as jóias que ofereço à minha mulher quando vamos ao estrangeiro.

Saturday, April 09, 2005

III. Apresentação

Ilustres companheiros da blogosfera,

Sou o Comendador de Montesinho.
Quando me chegou o convite do meu grande amigo de guerra, o Cônsul Mendonça, a comunicar a existência deste blog e o propósito de, cito, cagar em cima de normas de fabrico, padrões de qualidade, exigências de bom gosto, etc e tal, para publicar textos carregados de boutades e mts dislates, aceitei de imediato porque considerei que O Bardamé! não seria mais um blog mas seria o blog.
Assim, estarei atento e intervirei quando achar necessário.

Thursday, April 07, 2005

II. A imprensa

Que tal o Bartoon do Público de hoje? Hilariante, no mínimo!
Por que não um Papa português se até já temos uma couve-de-bruxelas?
Desta vez só precisamos de uma figura de destaque e verdadeiramente importante…

Wednesday, April 06, 2005

I. Tira Teimas

  1. Cá está a tão esperada Blog.
    E a sua primeira função será a de tira teimas... Aqui vai um excerto do Guiness Book:
    "Deepest No Limits Free Dive By A WomanThe record depth for the dangerous sport of no limits free diving by a woman is 125 m. (411 ft.) by Audrey Mestre Ferrera at La Palma, Canary Islands, Spain on May 13, 2000. Taking just one single breath she was underwater for 2 min. 3 sec. The depth is greater than Japanese submarines reached during World War II. Born August 11, 1974 in France, Audrey Mestre Ferrera began scuba diving when she was 13 and was a certified diver at 16. She moved to Mexico with her family when she was in high school and went on to study biology at La Paz University. She became aware of Francisco "Pepin" Ferrera (a previous male record holder) in the mid 1990s and wrote her thesis on him. In 1996 she had the opportunity of diving with him, they fell in love and moved to Miami together."
    Pois é...