O Bardamé!

Hélas! Eis a pérola da blogosfera! Passe a imodéstia q é mta! Inspirado obviamente na melhor tradição blogueira, td blogs mui sérios e elevados, o BARDAMÉ!, parte da ideia de q "pisar merda dá sorte", e tem como único desiderato o de cagar em cima de normas de fabrico, padrões de qualidade, exigências de bom gosto, etc e tal, para publicar textos carregados de boutades e mts dislates. Peças de escritores são admitidas, m só se forem boas. Assim é o BARDAMÉ. Bardamé pra isto td!

Saturday, January 19, 2008

Aprender com Soraia Chaves

O Bardamé!, o blog, ajuda o Ministério da Educação a adquirir sucesso na língua portuguesa. Como o acesso à internet é praticamente comum, vamos oferecer uma experiência gira e diferente aos nossos leitores. Assim, na sequência da apresentação de Call Girl, aprendamos a conjugar o verbo "sentir" no presente do indicativo:

Eu sinto como estás molhada
Tu sentes como estás molhada
Ele sente como estás molhada
Nós sentimos como estás molhada
Vós sentis como estais molhada
Eles sentem como estás molhada

É tão bom aprender! Ainda mais com a Soraia Chaves!

Wednesday, January 16, 2008

Pequena Provocação

Meus caros e fieis leitores, deixo vos apenas uma curta provocação: será que os criativos deste País irão ter capacidade para criar um novo desporto ao bom estilo australiano: o tiro ao avião?

Sunday, December 30, 2007

Diz que é uma espécie de adequabilidade

Nota de salvaguarda: Como recordou, e bem, o Cônsul Mendonça, com o presente post não se visa o incitamento ao terrorismo nem sequer à violência, apenas um comentário vindo de um ancião cidadão descontente e indignado, em parte pela excessiva carga fiscal que persiste dominar Portugal e que apenas engorda não se sabe muito bem quem, e escrito ao bom estilo inflamado deste muy nobre espaço de opinião: O Bardamé!, o blog!

É apenas uma humilde opinião sobre o encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente, os SAP. Após leitura de um ilustre pasquim, deparei-me com uma citação proveniente do Ministério da Saúde, onde se lê que a decisão de encerramento dos SAP de Alijó e Anadia é “para o melhor das populações. Em Anadia e Alijó, os serviços que vão encerrar não reuniam as condições adequadas a um serviço de urgência”.
Perante entendimento de tão sapiente Ministério, é apenas um problema de adequabilidade. Então, os utentes de Anadia e Alijó, a par das de Armamar, Castro Daire, Cinfães, Mangualde, Mortágua, Resende, Santa Comba Dão, S. João da Pesqueira, Vouzela, Fundão e outras, não tendo SAP "adequados", estiveram todo este tempo a usufruir de instalações inadequadas, porventura mal habituados e, por motivos alheios, a Inspçecção-Geral das Actividades em Saúde nem deu por isso! Atendendo às manifestações de rua, na óptica ministerial, não se entende, então, o porquê desse descontentamento, quando apenas se visa uma melhoria do serviço público!
Note-se que as nossas urgências até primam por elevadas condições de higiene, segurança e simpatia médico-administrativa, algo frequentemente publicitado nos aeroportos! No entender do Ministério, mais adequada será a deslocação a uma urgência longínqua, algumas a mais de 100 km, que manter um SAP local aberto? Não sei. Terá o infeliz utente de apenas ser recebido numa instalação "adequada" em vez de auferir de rápida prestação médica? Não sei, mas sei que o utente, na impossibilidade de ser transportado em veículo dos Bombeiros, tem de pagar a deslocação do seu bolso!
Colocaram-nos a questão de saber como aproveitar os SAP recentemente edificados que, por ironia do destino, verão as suas portas fechadas. O Bardamé!, o blog, sempre ciente da sua verdadeira participação cívica (não nos ficamos por movimentos), apresenta sugestões: eis uma óptima oportunidade para novos espaços públicos nos outrora SAP se estes forem reconvertidos em museus municipais (nota: nada de papalvices, se forem museus nacionais a receita vai para o Ministério da Cultura)! Aí está uma óptima oportunidade para classificar novos monumentos e recordar os idos e gloriosos tempos em que havia dignidade na pessoa humana e, também, assistência médica local. O Bardamé!, o blog, também se lembrou ser, assim, uma óptima oportunidade umas candidaturas a mais programas POLIS, dado ninguém saber muito bem o que são. Mais, por que não a criação de um circuito nacional de jogging, a inaugurar, cinicamente, por um seu fervoroso adepto e sob o slogan "circuitos SAP: corra lá fora cá dentro!"?
Esquece-se o Ministério (e o Governo, convenhamos) que a realidade portuguesa não é a realidade alfacinha! Em Portugal há carência de infra-estruturas, meios humanos e financeiros. Há aldeias recônditas. Há solidão. Há pessoas pobres e miseráveis.
Aqui, em Montesinho, o cenário é este: somos uns para os outros e valha-nos isso! É que SAP, nem vê-lo e se quiser urgência, meto-me no carro de bois e rumo a Bragança pelos acessos que bem sabemos. Ao menos em Bragança terei um serviço "adequado"! Por isso, façam como eu: peguem na vossa secretária pessoal, no meu caso a Dra. Ivete, atravessem a ribeira que serve de fronteira e entrem em terras de Espanha (Rihonor de Castilla sempre está um passo adiante), pois lá têm, de facto, um verdadeiro direito constitucional à saúde. OLÉ!

Saturday, December 29, 2007

Porque é que as FP-25 acabaram???

Ora viva meus caros amigos!
Já há algum tempo que não postava nada e por isso peço desculpa aos fieis leitores mas desta feita não podia ficar indiferente à recente mensagem de Natal do Presidente do Conselho... O que foi aquilo?
Estava descansado junto da minha familia perante um belo repasto natalício e decidi não mudar de canal quando apareceu o anúncio do tempo de antena. E em má hora não o fiz, pois fiquei com uma valente indigestão!!! Para além da óbvia falta de mensagem Natalícia e da utilização indevida de tempo de antena para descarada propaganda política (sim porque falar de défice na quadra natalícia não "aquece o coração" a ninguém, pelo menos das minhas relações) fiquei com a clara impressão que o Presidente do Conselho governa um país que não é aquele em que vivo... Grande país esse em que se criaram cento e seis mil postos de trabalho líquidos (e outros disparates fantasiosos que não me apetece citar)!!! Muito sinceramente, meus caros amigos, gostava de saber qual a lógica falaciosa que permitiu veicular esses números pois gostaria imenso de a saber utilizar quando fosse falar com o meu gestor de conta e dizer-lhe orgulhosamente que afinal o banco deve-me dinheiro a mim. Mas adiante...
Não sou o único que penso desta forma, o descontentamento grassa por esse país fora. Deixo-vos um pequeno mas ilustrativo exemplo. Ainda há uns dias tive que me deslocar da estacão ferroviária de táxi e o motorista disse me algo que fez algum sentido: "era pegar no Socras e nessa escumalha toda do governo e ata-los com um cabo à traseira do Alfa na viagem de Lisboa ao Porto". Ainda há gente criativa neste país!!! Há esperança, não andamos adormecidos! Até aposto que se algum maluco decidisse começar um peditório nacional para comprar umas centenas de quilos de trotil para resolver a questão da má governação portuguesa o dinheiro aparecia em poucos dias e sem grandes perguntas! E nem era preciso recorrer aos préstimos de qualquer organização terrorista como lá para os lados do oriente pois já temos provas que temos gente extremamente competente nessa área, ora senão reparai nos casos do Avião e na onda de violência no Porto... É uma tolice falar na crise de competencias neste país e na necessidade das Novas Oportunidades para melhorar o nivel produtivo dos portugueses, temos cá gente que sabe o que faz. E isso já vem de trás, já está nos nossos genes enquanto Povo, pois senão veja se o caso das FP-25, gente muito eficaz no seu conceito (muito próprio) de democracia directa. Claro que esse tempo já passou, as G-3 já não são do Povo, são pertença exclusiva das Forças Armadas (apesar de muitas ainda andarem a monte) mas acho que ilustra bem o que queria dizer.
Em jeito de conclusão resta deixar uma mensagem aos senhores do SIS que vierem ler isto: não, não se trata de uma mensagem de louvor ou incitamento ao terrorismo nem sequer à violência- apenas um comentário que tem o único propósito de agitar as consciências vindo de um cidadão descontente e indignado e escrito ao bom estilo inflamado deste muy nobre espaço de opinião (cidadão esse que apesar de não aparentar qualquer "defeito de fabrico" nem sequer foi aceite para prestar serviço militar, não há aqui qualquer tipo de saudosismo militarista ou belicoso).
Resta desejar a todos os prezados leitores um bom Ano Novo e umas boas entradas e já agora um pequeno reparo: tende cuidado com os foguetes e outros aparelhos pirotécnicos na passagem de ano, nunca se sabe, anda por aí muito maluco descontente...
Dixit.

Saturday, December 22, 2007

Apenas sonetos

O Bardamé!, blog sempre atento à realidade, recorda aos seus leitores que não se admirem do sucesso de determinadas pessoas: já assim era nos tempos de Bocage! Assim, numa atitude pró-educativa, apresentam-se estes dois sonetos, a aplicar consoante o género e sensibilidade dos nossos leitores...


Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado:

Dido foi puta, e puta d'um soldado;
Cleópatra por puta alcança a c'roa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:

Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:

Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiques pois, oh Nise, duvidosa
Que isso de virgo e honra é tudo peta.



Não lamentes, Alcino, o teu estado,
Corno tem sido muita gente boa;
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado.

Siqueu foi corno, e corno de um soldado:
Marco Antonio por corno perdeu a c'roa;
Anfitrião com toda a sua proa
Na Fábula não passa por honrado;

Um rei Fernando foi cabrão famoso
(Segundo a antiga letra da gazeta)
E entre mil cornos expirou vaidoso;

Tudo no mundo é sujeito à greta:
Não fiques mais, Alcino, duvidoso
Que isto de ser corno é tudo peta.


Atenção: estes sonetos foram publicados com a aprovação de Sua Ex.ª Reverendíssima o Bispo da Horta, ilustre defensor da censura.

Tuesday, December 18, 2007

Wikipedia

Não pude deixar de aqui colocar um post sobre duas amigas íntimas do Bispo da Horta: as mui respeitáveis Cinha Jardim e Lili Caneças.

Sedento de curiosidade sobre a presença de tão importantes e distintas personalidades no putrefacto jet-set lusitano, pesquisei sobre tais espécies na wikipedia onde, de facto, esclareci todas as minhas dúvidas! Atendendo ao vasco curriculum vitae de cada uma, a uma data altura, Cinha Jardim resolveu ser feliz, tendo até passado pelas mais prodigiosas profissões da história. Lili Caneças é uma pobre mulher que pertence ao jet-set, organiza festas para a "classe alta" e foi injustamente humilhada por umas plásticas que mereceram destaque nos noticiários.

Mas o melhor será mesmo clicar nos seguintes links e deleitar-se com os enriquecedores conteúdos biográficos! Chama-se, também, a atenção para a coerência e sapiência em redor dos dados biográficos de Lili Caneças, cuja data de nascimento remonta a 1944, mas que se diz ser "possivelmente uma das personagens portuguesas cuja idade é mais dificil de determinar".

E viva Portugal!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinha_Jardim

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lili_Cane%C3%A7as

Sunday, July 08, 2007

Levo ou deixo?

Diz a lenda que Bocage, ao chegar a casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos, disse-lhe:

- "Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos Bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo... mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com a minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada."

E o ladrão, confuso, diz:

- "Doutor, afinal eu levo ou deixo os patos?"